quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O regresso à normalidade


Para além de garantir a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, a vitória na Turquia devolveu ao FC Porto o prestígio europeu abalado pelas derrotas em casa, frente ao Dínamo de Kiev e em Londres, diante do Arsenal. O que se viu no ambiente adverso de Istambul, foi uma equipa personalizada, ciente das suas capacidades e, acima de tudo, confiante. Apesar das alterações motivadas pela lesão de Sapunaru e pelo castigo de Lucho, o FC Porto controlou o jogo, com um meio-campo sólido, onde cada jogador sabia perfeitamente o papel que teria de desempenhar. No ataque, Lisandro e Hulk começam a entender-se e Rodriguez mostrou que é um jogador de equipa, à Porto. O uruguaio correu que se fartou, sempre com a preocupação de não deixar Pedro Emanuel desamparado na defesa do flanco esquerdo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Meninos

A goleada sofrida no Brasil só veio confirmar o que de negativo de passa no seio da Selecção Nacional, recheada de bons jogadores, mas também de meninos. Como figura de cartaz aparece Cristiano Ronaldo, que neste momento só tem cabeça para a eleição de melhor futebolista do planeta. Como é possível dar a braçadeira de capitão a um menino, que vai para as conferências de imprensa falar da boa impressão que as brasileiras têm de si.
Quanto a Queirós, parece que atingiu o seu objectivo. Sentiu a atmosfera de um Mundial, mas parece que vai ficar pelo clima, pois em relação ao que interessa vai ver os jogos sentado no sofá.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

No bom caminho


Quando muitos perspectivavam uma época negra para o FC Porto, após três derrotas consecutivas, duas das quais em casa, eis que a resposta do costume foi dada e dentro do campo. Embora sem realizar exibições de encher o olho, o FC Porto venceu os três jogos que seriam determinantes para o seu futuro próximo. Em Kiev, em Alvalade e frente ao Guimarães no Dragão. Este último, perante um adversário a jogar nitidamente para o empate, deu mostras que os dragões caminham para a habitual forma. Não foi fácil, tal a muralha defensiva do Guimarães, mas o resultado peca por escasso, tendo em conta as oportunidades criadas na primeira parte. Criticado por muitos, Farias acabou por ser um jogador determinante, não só pelo golo que marcou. Sendo o único ponta-de-lança à moda antiga que existe no plantel, é imperativo que seja no mínimo convocado. Pois, tal como dizia um seu antigo treinador argentino, trata-se de um jogador que mesmo não sendo um virtuoso, acaba sempre por marcar o seu golito.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Nojo de Paixão e não só

É pena que tenha sido necessário um Sporting - FC Porto para se chegar à conclusão de que Bruno Paixão poderia ser tudo na vida menos árbitro de futebol. Quem não se lembra da roubalheira de há uns anos em Campo Maior? Como resultado desse roubo de igreja, o FC Porto não venceu o jogo e perdeu o campeonato para o SPORTING. E não foi o Sporting que conquistou uma Supertaça frente ao FC Porto, com o mesmo árbitro a não querer ver Tonel a desviar uma bola com a mão na sua área? Então, não entendo o problema de Paulo Bento. Também não entendo, ou melhor entendo muito bem, a reacção da generalidade da imprensa desportiva, que, ao dividir o mal pelas aldeias, classificou a actuação de Bruno Paixão de má para os dois lados. Sim, ela foi má para os dois lados, mas objectivamente o mais prejudicado foi o FC Porto. Ao todo, ficaram por marcar quatro penálits, três a favor do FC Porto e um a favor do Sporting. Para além disso, é preciso não esquecer que a expulsão de Hulk acaba por estar ligada ao segundo penálti a não ser assinalado. Hulk é empurrado por Rui Patrício, pontapeado por Caneira e ainda vê o primeiro amarelo. Como consequência disso, está afastado do próximo jogo com o Guimarães. Mas se eu fosse adepto do Sporting ainda estaria mais preocupado. Depois de ver os meninos a chorar por causa dos assobios que ouvem em Alvalade, agora foi a vez de culparem o árbitro por mais um desaire. Deviam era assumir as responsabilidades. Jogaram bem na primeira parte, mas o Helton está na baliza por algum motivo, ou seja defender. E na segunda parte foram incapazes de manter o nível, o FC Porto foi superior e só não venceu o jogo durante o tempo regulamentar, porque o Bruno Paixão não deixou.
Aproveito, ainda, para criticar o comentário de Rui Santos no TEMPO EXTRA. Como é possível esse auto-proclamado defensor da verdade desportiva dizer que Hulk não merecia nota máxima por ter tentado fazer batota, ao simular uma grande penalidade, e criticar Rochemback por nem sequer ter conseguido fazer uma falta cirúrgica sobre o mesmo Hulk, quando este arrancou para o golo do empate? Qual será o seu critério para definir a batota ?